quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

STJ acata denúncia contra desembargador Carlos Feitosa



O desembargador Carlos Feitosa está afastado desde junho do corrente ano, quando seu gabinete foi alvo de busca e apreensão por parte de agentes da PF.

O pleno do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) acatou, por unanimidade, denúncia contra o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará Sr. Carlos Feitosa, por suposta participação em esquema de venda de liminares em plantões judiciais do tribunal.

Com a referida decisão, que manteve ainda afastamento cautelar do magistrado, o julgamento do caso seguirá no próprio STJ. O desembargador que está afastado, além da suposta venda de liminares em habeas corpus, o STJ investiga ainda uso irregular de veículos oficiais e “rachadinha” de gratificação envolvendo desembargadores, juízes, advogados e servidores do TJ-CE.

Carlos Feitosa havia prestado depoimento à subprocuradora-geral da República, Ela Wiecko, e ao delegado da PF Wellington Santiago. Além dele, outros dois desembargadores aposentados foram conduzidos coercitivamente para prestarem depoimentos do caso, que ainda corre em segredo de Justiça.

A denúncia de suposta venda de liminares em plantões do TJ-CE também é investigada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo desdobramentos do caso, traficantes de outros estados chegavam até a pedir transferência para o Ceará para se beneficiarem do esquema.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Governo de Passos Coelho cai em Portugal




A esquerda portuguesa aprovou terça-feira (10) uma moção de rejeição com a qual derrubou o governo do primeiro-ministro conservador Pedro Passos Coelho.

A moção foi aprovada por 123 votos a favor e 107 contra, anunciou o presidente da Assembleia Nacional, o socialista Eduardo Ferro Rodrigues.

Como estava previsto, o governo conservador caiu apenas 11 dias após tomar posse, graças à aliança de socialistas, marxistas e comunistas, que juntos contam com maioria absoluta na câmara, com 122 cadeiras das 230 do Parlamento.

Passos Coelho ganhou as eleições do último dia 4 de outubro com 39% dos votos, vencendo a eleição sob o líder socialista Antonio Costa, uma vitória insuficiente para revalidar a maioria com a qual contou na legislatura anterior.

A coalizão de direita, do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, que estava no poder desde 2011, perdeu a maioria absoluta do Parlamento depois de adotar uma impopular política de austeridade por quatro anos.

O comitê central do Partido Comunista português aprovou no domingo a formação de um governo socialista, apoiado pela união de esquerda durante "uma legislatura de quatro anos".

A comissão nacional do Partido Socialista, uma instância interna, aprovou no sábado o programa de governo apresentado por seu líder, Antonio Costa, fruto das negociações com os comunistas, com o Bloco de Esquerda e com os Verdes.

Costa criticou o governo por ser “submisso” em relação ao restante da Europa e por fazer mais corte do que os exigidos de credores. “Portugal quer mudança”, disse ele.

O presidente português Anibal Cavaco Silva, Chefe de Estado que não tem poder executivo, deverá consultar os partidos políticos nos próximos dias antes de decidir se convidará Costa a formar um novo governo ou se nomeará um governo interino, entretanto, especialistas acreditam que isso é improvável.

Enquanto no interior do plenário a oposição derrubava o governo, duas manifestações díspares aconteciam às portas do parlamento, uma em apoio dos conservadores e outro favorável aos grupos de esquerda.

O protesto convocado por membros dos partidos de centro-direita dirigiu suas críticas contra o líder socialista, Antonio Costa, que se postula como o próximo primeiro-ministro.

Do outro lado, manifestantes reunidos pelo maior sindicato do país, a CGTP (de orientação comunista), mostraram seu respaldo a um acordo de esquerda que ponha fim à austeridade.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Futuro de uma ilusão



Quando criança, recebemos uma forte pressão ou influência de pais, parente, amigos etc., para seguirmos ou optarmos por uma determinada religião ou credo, isto claro, sem nos consultarmos sobre se queremos ou não ter uma vida voltada para o culto a imagens, santos ou seres imaginários. Logo vem batismo nos nossos primeiros meses de vida, igreja ou algum templo, geralmente aos domingos, e uma crença.

Vem logo um questionamento ou talvez uma afirmação: passar ensinamentos religiosos ao meu filho desde cedo vai transformá-los em pessoas melhores (?).

Mas será que tudo isso funciona para nos tornar pessoas melhores? Talvez, porém as coisas não funcionam bem assim. Um estudo realizado nos Estados Unidos da América mostrou que pais sem religiões definidas criam filhos menos egoístas.

Jean Decety, neurocientista da Universidade de Chicago, e sua equipe distribuíram trinta adesivos a mais de mil crianças, entre 5 a 12 anos de idade, de seis países diferentes (Estados Unidos, Canadá, China, Jordânia, Turquia e África do Sul).

Elas foram orientadas a distribuir quantas figurinhas quisessem a outras crianças da mesma escola ou do mesmo grupo étnico.

Os filhos de pais sem religião definida foram os mais generosos, ou seja, compartilharam mais adesivos do que as crianças católicas ou muçulmanas. 

Outra conclusão é que quanto mais velhas, mais egoístas as pessoas ficam.
Os pesquisadores, então, entrevistaram os pais dessas crianças. Queriam ver quanto acreditavam que seus filhos colocavam em prática os princípios morais ensinados. Os religiosos tendiam a apostar mais na generosidade dos pequenos do que os outros – enquanto os testes haviam mostrado justamente o contrário.

Uma das explicações, segundo a pesquisa, é a “licença moral”. Por acreditarem que já fazem coisas boas, do tipo rezar toda noite, as pessoas se permitem cometer alguns “erros”, como ser um pouco egoísta etc.

“É um padrão inconsciente. Eles não percebem que aquilo não é compatível com os ensinamentos da igreja”, explica Decety.

O que vale mesmo é como você usa o que aprendeu – e não quantos livros sobre espiritualidade devorou ou a quantas missas foi no último mês.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Defensoria Pública do Estado do Ceará acionará governo na Justiça após cortes em orçamento



Alegando cortes de verbas no valor de R$ 83 milhões em seu orçamento, a Defensoria Pública do Ceará entrará com mandado de segurança contra o governador Camilo Santana (PT). O órgão afirma que a redução é ilegal, uma vez que a Defensoria tem autonomia para fazer seu orçamento junto à Assembleia.

“O governo simplesmente ignorou a proposta da defensoria pública. Eles determinaram um limite no sistema, que simplesmente não atendia as necessidades”, disse a defensora-geral do Estado, Andrea Coelho.
Andrea destaca que, com os recursos direcionados pelo governo, não será possível o cumprimento de metas constitucionais para a área. “Temos determinação de, em até oito anos, ter representação em todas as unidades jurisdicionais do Estado.
A procuradora-geral, disse também: “Há um processo de redução da Defensoria. Temos hoje só 26 defensores no interior, e o governo ignorou o concurso para a categoria que foi realizada agora”, reforça Andrea. Ela destaca que, após entrada do mandado, o órgão deverá também realizar ações na Assembleia cobrando apoio dos deputados à entidade.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Twitter vai demitir cerca de 336 funcionários


Para reduzir custos operacionais, o Twitter vai demitir cerca de 336 funcionários, o que representa algo em torno de 8% de seus 4.100 funcionários espalhados pelo mundo.


A estratégia é do novo diretor-executivo Jack Dorsey, que busca solucionar alguns problemas que afetaram e afetam o crescimento da empresa e levaram a perdas financeiras nos últimos anos.


Segundo o jornal britânico “Independent”, Jack Dorsey, um dos fundadores da empresa de serviços de mensagens e que foi confirmado na semana passado como diretor-executivo enviou e-mail a funcionários com o título: “Um Twitter com mais foco”. No e-mail informava sobre as 336 demissões. O comunicado diz que a empresa quer honrar os funcionários demitidos “ao fazer o melhor para servir todos aqueles que usam o Twitter”.


Dorsey disse ainda: “Não é fácil, mas é certo. O mundo precisa de um Twitter mais forte e este é outro passo para chegar lá”.


Depois de dirigir o Twitter por meses de forma interina, Jack Dorsey foi confirmado na liderança na semana passada. Rumores de demissão têm circulado desde então.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Prefeita de Bom Jardim (MA) se entrega à polícia



Depois de 39 dias longos dias foragidos, a prefeita afastada da cidade de Bom Jardim (MA), Lidiane Leite da Silva, de 25 anos, apresentou-se, na sede da Superintendência da Polícia Federal, em São Luís (MA).


Lidiane, acusada de desviar milhões da cidade de Bom Jardim, que estava com prisão preventiva decretada, chegou acompanhada por três advogados na sede da PF.


O nome de Lidiane não chegou a ser incluído na lista vermelha da Interpol, como a PF já havia anunciado na terça-feira (25). O cerco para capturar Lidiane contou com o reforço da vigilância nas rodoviárias e aeroportos do Maranhão. Antes, o superintendente Alexandre Saraiva havia informado que quem ajudasse a prefeita a se esconder seria incluído como participante de organização criminosa.


O juiz da 2ª Vara do Tribunal Regional Federal (TRF), José Magno Linhares estipulou prazo de 72 horas para que pudesse se entregar. O magistrado entendeu que Lidiane Leite tinha interesse em se apresentar à Justiça para “prestar os esclarecimentos necessários à elucidação dos fatos”.


O ex-secretário de Assuntos Políticos de Bom Jardim, Humberto Dantas dos Santos, o ‘Beto Rocha’, e Antônio Gomes da Silva, ex-secretário de agricultura, tiveram a prisão preventiva revogada pelo Tribunal Regional Federal no dia 25 de setembro.


O magistrado José Magno entendeu que ambos não têm como “dar continuidade às práticas supostamente delituosas, ligadas ao desvio de verbas públicas transferidas à municipalidade”, destacou o juiz em trecho da decisão publicada.


No início de setembro, a Câmara Municipal da cidade de Bom Jardim cassou o mandato da prefeita foragida, Lidiane Leite. A perda do mandato aconteceu após ela se ausentar da cidade por mais de 15 dias sem a autorização dos vereadores.


Após a decisão, a vice-prefeita, Malrinete Gralhada, assumiu a gestão do município.


Na primeira semana de setembro, a nova administração do município começou a divulgar os resultados da auditoria, que está sendo realizada nas contas do município. A apuração chegou a uma fraude em recursos destinados ao setor responsável pelo programa Bolsa Família, do governo federal.


Os auditores afirmam ter descoberto novo esquema de desvio de dinheiro público, desta vez na Secretaria de Assistência Social de Bom Jardim. Conforme levantamento, a secretaria consumiu mais de R$ 1 milhão com o pagamento de diárias.


Documentos, depoimentos de servidores e extratos bancários reforçam a denúncia. Ainda de acordo com a comissão, pelo menos 20 funcionários de todos os níveis, dentro da assistência social, receberam as diárias.


O Ministério Público pediu, por meio de duas ações civis públicas por improbidade administrativa, a indisponibilidade dos bens e o afastamento de Lidiane. Além da prefeita, foi denunciado o ex-secretário municipal de Assuntos Políticos Beto Rocha, namorado da prefeita.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Marinha do Brasil resgata migrantes no Mar Mediterrâneo


No dia 5 de setembro, a página da Marinha do Brasil no Facebook divulgou imagens do resgate realizado pela Corveta Barroso.


Segundo a Marinha, o navio brasileiro resgatou cerca de duzentos e vinte refugiados de uma embarcação em risco no Mar Mediterrâneo, e a maioria das pessoas salvas é composta por mulheres e crianças, dentre elas quatro bebês, todos bastante debilitados.


Também foi divulgada uma declaração do comandante do navio, capitão de fragata Alexandre Amendoeira Nunes: “Me sinto apenas um cidadão, um servidor da Marinha do Brasil. Sinto muito orgulho do que faço perante o Brasil. Nada de heroísmo, apenas a nossa função de salvaguarda da vida no mar, como somos treinados desde os bancos escolares. Não considero isso heroísmo, mas parte do nosso dever na Marinha do Brasil.”

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

O Ministério Público do Estado do Ceará oferece denúncia contra o ex-vereador Leonelzinho Alencar


O Ministério Público do Ceará denunciou o ex-vereador Leonelzinho Alencar (PTdoB) por peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo o órgão, o suposto esquema de contratação de “assessores fantasmas” desviava até R$ 50 mil mensais da Verba de Gabinete da Câmara Municipal de Fortaleza.

Além de Leonelzinho Alencar, foram denunciadas outras 18 pessoas ligadas ao ex-vereador. Segundo as investigações, a verba que deveria pagar assessores era desviado para cobrir despesas pessoais do ex-vereador. Os recursos públicos foram usados na a compra de uma camionete Mitsubishi L200, um apartamento e até mesmo pagamento de “mesada” para parentes.

Segundo, ainda, o MP-CE, os recursos eram utilizados ainda para manter o Instituto Jader Alencar, ONG ligada à família do vereador. Na denúncia, aponta ainda que os recursos foram também utilizados na compra de uma ambulância e até para “interesses junto à Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF)”.

O Ministério Público, aponta ainda que parte do dinheiro era acumulado para formar “caixa dois” para a campanha de Leonelzinho. O recurso teria sido utilizado inclusive para pagar multas eleitorais.
Alvo de investigação do MP sobre desvio da Verba de Desempenho Parlamentar (VDP) da Câmara, Leonelzinho foi afastado do cargo em junho deste ano pela Justiça. Poucas semanas depois, o vereador renunciou alegando precisar se "dedicar integralmente à sua defesa".

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Adolescente muçulmano é detido ao confundirem relógio com bomba

O jovem estudante Ahmed Mohamed, de 14 anos, foi detido no Estado do Texas depois que seu invento, um relógio, ter sido confundido com uma bomba.

O adolescente foi interrogado pela polícia porque levou para a escola um relógio digital fabricado por ele e a polícia o acusou de ter produzido uma suposta bomba.


Ahmed Mohamed levou à escola um pequeno dispositivo caseiro, composto por uma tela digital e um simples circuito eletrônico, com o objetivo de mostrá-lo ao seu professor de tecnologia.


Segundo as palavras do adolescente:


"O diretor e policiais me levaram a uma sala, onde fui interrogado por cinco policiais, me revistaram e confiscaram meu tablet e meu invento. Posteriormente me levaram a um centro de detenção juvenil, onde me revistaram, registraram as minhas impressões digitais e tiraram fotos".


O jovem muçulmano, que vive em Irving, perto de Dallas, disse que durante o interrogatório foi impedido de telefonar para os pais. Ele foi liberado pela polícia, mas recebeu uma suspensão de três dias na escola.


"Esta prisão é um sinal de alerta", reagiu Alia Salem, uma funcionária do Texas do Conselho de relações Americano-Islãmicas (CAIR).


Segundo o CAIR, este incidente não teria existido se o adolescente não fosse de origem muçulmana.


Reações


O caso gerou muitas reações na internet, onde os internautas acusam a polícia do Texas de ter agido com sentimentos discriminatório e islamofóbicos.


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, elogiou a invenção e o convidou para ir à Casa Branca.



“Belo relógio, Ahmed. Você quer trazê-lo para a Casa Branca? Nós podemos inspirar mais crianças a gostar de ciência. Isso é o que faz a América grande?”.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Empresas de telefonia buscam acabar com o aplicativo WhatsApp, no Brasil.

Empresas de telefonia buscam acabar com o aplicativo WhatsApp, no Brasil.

Algumas operados no Brasil estão preparando uma petição questionando as operações do aplicativo WhatsApp no Brasil, as operadoras se opõem ao serviço de voz do WhatsApp, não às mensagens. O problema é que o aplicativo usa seu número de celular para realizar ligações, mas não paga por isso.

Segundo as operadoras, elas são obrigadas a arcar com as taxas do Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações) por cada linha autorizada a operar no País. As operadoras estão pagando R$ 26,00 pela ativação de cada linha móvel, mais R$ 13,00 anuais de taxa de funcionamento.

Aparentemente, todas as operadoras estão envolvidas na petição que será entregue à Anatel – inclusive TIM e Claro, que oferecem pacotes promocionais com WhatsApp que não desconta da franquia.

E Ricardo Berzoini, ministro das comunicações, já se manifestou a favor de regulamentação: “eu acho que o termo é um termo bom para chamar a atenção para esse debate – dá para dizer que eles estão à margem da lei”.

Ele diz que a regulamentação dará a garantia de “tratamento equânime a serviços de telecomunicações e novos serviços de internet”.

No entanto, Berzoini quer ir além e regulamentar todo tipo de serviço OTT (over the top), que geram valor usando a infraestrutura de internet – isso inclui o Google, Facebook e Netflix.

Segundo o entendimento do presidente da Anatel, João Rezende: “não sou favorável à regulamentação. A discagem via WhatsApp não é serviço de telecomunicações”.

Uma fonte da Anatel disse que: “a agência não regula aplicativos. Não sei se a Anatel tem competência para analisar o serviço, que não é de voz tradicional”.

Uma operadora, através de um executivo, disse que cogita entrar com uma ação judicial contra o WhatsApp. Amos Genish, presidente da Vivo, afirmou este mês que o app é “pirataria pura”, e disse: “não é admissível uma empresa prover serviço de voz sem licença do regulador, usando os números das demais operadoras e sem pagar impostos”.

As operadoras incomodadas com a escolha dos usuários no uso do aplicativo WatsApp o que vem ocasionado grandes prejuízos.

Para os usuários o uso do aplicativo se deve, principalmente neste momento de crise, as operadoras cobrarem muito caro por ligação, bm como a má qualidade dos serviços prestados.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Ativista tenta impedir morte de touro na Espanha



No último dia 13 de agosto, a ativista Virginia Ruiz, de 38 anos, invadiu uma tourada ao ouvir o gemido de um touro agonizando que estava sendo morto pelos toureiros em uma arena em Málaga, na Espanha.


A ativista ficou em sobre o animal para impedir sua morte, mas foi violentamente retirada do local.


“Eu podia ouvi-lo chorando de dor, então pulei para dentro, atravessei a arena até chegar ao local onde ele já estava morrendo”, relatou à ativista. “Eu queria dar-lhe amor, antes que ele deixasse este mundo”, completou.


Após a invasão da ativista, a multidão enraivecida vaiava e gritava palavrões. “Chutaram-me, cuspiram em mim, me disseram para voltar para a cozinha e me chamaram de prostituta”.


Virginia assistiu à tourada em um dia que a entrada ao público era gratuita. Segundo ela, o objetivo de sua ida era registrar a crueldade na arena e as arquibancadas vazias apesar dos portões abertos.


“O touro ainda estava vivo antes que eles fizessem o esfaqueamento final com a faca na parte de trás do pescoço. Ele estava chorando e tentou olhar para as pessoas”, disse Ruiz. 


A ativista foi autuada pela polícia local e recebeu uma multa de 6 mil euros (cerca de R$ 23 mil) por invasão de propriedade privada. O Parlamento Europeu banca as touradas com investimentos de até R$ 23 milhões por ano.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

O astrólogo Olavo de Carvalho teve sua página suspensa pelo Facebook

O astrólogo Olavo de Carvalho acusou o Facebook de ser comunista após ser suspenso da rede social por propagar postagens ofensivas. Olavo recebeu uma suspensão de quase trinta dias no Facebook.

Olavo de Carvalho é conhecido por seus pensamentos excêntricos e sua oposição ferrenha a governos tidos como de esquerda.

Expoente da extrema direita, Olavo promete criar uma nova rede social e levar para lá seus admiradores. 

Olavo publicou uma imagem em que acusa o Facebook de ser “comunista” por silenciá-lo “justamente nas semanas em que vão ocorrer grandes manifestações”.Seguidores do falso filósofo (astrólogo) prometem abandonar facebook caso a suspensão não seja revertida.Olavo tem seguidores na internet atuando, a princípio, em redes sociais, principalmente, no Youtube, onde divulga um suposto curso de filosofia e onde propaga suas excentricidades.

O folclórico astrólogo tem uma enorme obsessão pelos termos chulos como “cu” e “piroca”. Ele conseguiu formar um bando grotesco de admiradores a partir da disseminação de ideias sem fundamentos históricos e por muitas vezes mentirosas.No Brasil, Olavo tem alguns seguidores, há figuras conhecidas da TV como o apresentador do SBT, Danilo Gentili, o vocalista da banda Ultraje a Rigor, Roger, e o músico Lobão. 

Abaixo algumas das folclóricas ideias defendidas pelo astrólogo Olavo de Carvalho: “O Brasil é uma ditadura comunista”; “O marxismo nasceu do satanismo”; “O ser humano não precisa de cérebro para viver”; “O nazismo e o FMI são de esquerda”; “Bill Clinton era um agente de Pequim”; “Há 40 milhões de comunistas no Brasil”; “A ditadura foi branda e, durante o regime, havia democracia”; “O PT mata cerca de 50 mil pessoas por ano”; “O General Ernesto Geisel era comunista”; “O movimento gay é parte de uma conspiração comunista global”; “A Pepsi usa fetos abortados como adoçante”.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Home Office pode ser autorizado no judiciário brasileiro



Uma minuta de anteprojeto de lei que atualiza a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), em análise pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), contempla autorização para servidores e magistrados trabalhar fora das dependências dos órgãos de que fazem parte.

O teletrabalho, trabalho remoto ou home office está prevista na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) desde 2011 e alguns tribunais já a regulamentaram entre componentes de seus quadros.

O artigo 6º da CLT diz que não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador, o executado no domicílio do empregado e o realizado a distância, desde que estejam caracterizados os pressupostos da relação de emprego. Os meios telemáticos e informatizados de comando, controle e supervisão se equiparam, para fins de subordinação jurídica, aos meios pessoais e diretos de comando, controle e supervisão do trabalho alheio. 

Segundo a minuta de anteprojeto, “os tribunais e juízos poderão adotar a prática do teletrabalho nas respectivas unidades jurisdicionais, de forma que as atividades dos servidores e magistrados também possam ser executadas de modo remoto e fora de suas dependências”. A norma prevê a adoção do teletrabalho, em caráter provisório, para magistrados em “situação de risco”.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) já permite, desde 2012, o teletrabalho e, atualmente, possui quarenta e dois servidores trabalhando de casa. Com a avaliação positiva da experiência, a administração do TST ampliou de 30% para 50% o percentual de servidores de uma unidade que podem trabalhar em suas residências, desde que a mudança seja justificada. 

Na Justiça Federal, o pioneirismo partiu do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que regulamentou o tema em 2013, o TRF4 possui cento e noventa e dois servidores no sistema de home office, mas o número de pedidos para aderir à experiência cresce em “proporção geométrica”.

Mesmo sem regras específicas para o trabalho remoto no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), o desembargador Fausto de Sanctis implantou a modalidade de trabalho no seu gabinete, com base nos normativos dos TST e do TRF4, além de outras legislações e experiências. Hoje, seis das 15 pessoas (entre servidores e colaboradores) lotadas no gabinete não precisam mais enfrentar o trânsito ou imprevistos na Avenida Paulista, onde fica a sede da corte, para fazer minutas de decisões e analisar processos.

“Me angustiava saber que eles perdiam duas, três ou até quatro horas no trânsito. O teletrabalho também implica economias diversas para o erário, pois há menos computadores ligados, menos energia consumida, menos banheiros utilizados, menos água consumida, menos tempo no trânsito, o que representa melhoria na mobilidade urbana da cidade. Não vejo mais como não adotar a medida”, diz o desembargador federal.

Os tribunais estipulam regras e requisitos para o teletrabalho. No TST, o índice de desempenho do servidor que não comparece pessoalmente para cumprir expediente no tribunal tem de superar em, no mínimo, 15% a meta cobrada dos demais servidores. No TRF4, é vedada a adesão de servidor em estágio probatório ao trabalho remoto. 

No gabinete do desembargador De Sanctis, é exigido do servidor em trabalho remoto que assine termo de ciência de que a estrutura de tecnologia da informação será fornecida pelo servidor, sem ônus para o tribunal. As exigências não espantam novos pedidos pelo direito a trabalhar de casa. “Quando eles vêm ao gabinete, (a norma do gabinete também exige encontros presenciais periódicos) vejo que estão felizes da vida. Estamos pensando em instituir um rodízio”, explica.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Microsoft começa liberar Windows 10 para usuários de Windows 7 a 8.1


A Microsoft começou a liberar nesta quarta-feira (29) o download de seu novo sistema operacional, o Windows 10, que funcionará em computadores, notebooks, celulares e tablets da empresa.

Para garantir que todos os interessados receberão o software sem problemas, a empresa disponibilizará o sistema em fases. Em um primeiro momento, nem todas as pessoas poderão fazer o download gratuito.

O programa será liberado para quem possui Windows 7, Windows 8, Windows 8.1 e Windows Phone 8.1, em cento e noventa países, incluindo o Brasil.

O software gratuidade terá validade até junho de 2016.

A configuração da máquina deve preencher os seguintes requisitos:

I - ter processador de 1 GHz;
II - memória RAM de 1 GB (para 32 bits) ou 2 GB (64 bits);
III - espaço livre de 16 GB (para 32 bits) ou de 20 GB (64 bits). 

Quem terá prioridade para download

Os primeiros a receber o novo software foram os cinco milhões de participantes do programa Windows Insider, voltado a usuários que comentam suas impressões com a Microsoft a respeito do software.

Aviso de que o sistema está pronto para receber a atualização do Windows 10

A notificação será feita por meio de um ícone na parte inferior direita da barra de ferramentas: “Seu computador está pronto para sua atualização gratuita”.

Quem recebe depois

Quem não fez reserva ou não é um Insider deve integrar a terceira leva. Isso vai valer para aqueles que possuem Windows Vista, XP ou versão anterior. Essas pessoas deverão comprar uma licença de uso por um preço ainda não informado para o Brasil pela Microsoft. 

Instabilidade

Alguns sistemas podem apresentar alguma instabilidade com a atualização, apesar de, segundo a Microsoft, o Windows 10 ser compatível com a maioria dos Windows 8 e 7. Isso pode ocorrer porque o dispositivo não tem capacidade para rodar o novo sistema, explica a Microsoft.

Novidades do Windows 10:

1. Cortana
A assistente pessoal aprende as preferências do usuário do sistema para fazer recomendações, informar o jeito mais rápido de acessar informações no aparelho e na internet, além de lembrar compromissos e atividades agendadas. É possível se comunicar com a Cortana falando ou escrevendo. A assistente não funcionará apenas no Windows 10, mas também em celulares e tablets que rodem o Android, do Google, e o iOS, da Apple.

2. Microsoft Edge
O novo navegador Edge foi criado para substituir o clássico Internet Explorer. Antes de visitar novas páginas, o usuário passará por uma espécie de janela personalizada com sites mais visitados, aplicativos e informações pessoais obtidas através do uso da assistente virtual da empresa, a Cortana.
3. Windows Continuun

A ferramenta facilitará a integração de aparelhos que rodem Android e iOS com um computador equipado com o Windows 10. Caso o smartphone já rode o sistema da Microsoft, a conexão com o PC o fará funcionar como um computador de mesa.

4. Jogos (Candy Crush e Paciência)
Os dois jogos, o clássico das cartas e o hit dos smartphones, estarão presentes no novo sistema. Instalados de fábrica, os games não precisarão ser baixados.

Atualizações automáticas

O Windows 10, novo sistema operacional da Microsoft, vai forçar os usuários a instalarem atualizações mesmo que eles não queiram. A novidade é descrita no acordo de licenciamento que os donos do novo software têm de assinar antes de começar a utilizá-lo. Com isso, não só funções para ampliar a segurança ou correções de falhas serão incluídas no Windows 10, mas também novas ferramentas serão implantadas no sistema sem que o usuário possa optar.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

O Ministério do Trabalho usará Drone para combater trabalho escravo



O Ministério do Trabalho e Emprego anunciou que começará a usar drones para combater o trabalho análogo à escravidão no meio rural do Brasil

Foi anunciado nesta quarta-feira, dia 22, que o monitoramento aéreo com os veículos aéreos não tripulados (vants), outro nome dos drones, começará em agosto.

A vigilância será feita por sete auditores-fiscais do trabalho do Rio de Janeiro. Seis drones que serão utilizados foram doados ao MTE pelo Ministério Público do Trabalho.

Os auditores da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Rio de Janeiro que pilotarão as máquinas encerraram o treinamento também nesta quarta.

Preliminarmente os voos serão feitos como testes, já que a utilização de drones ainda não é regulada no Brasil – o processo ainda está tramitando na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Os voos curtos irão durar em torno de vinte minutos, e a até 2 quilômetros de distância.

O modelo a ser utilizado é o Inspire 1, fabricado pela DJI, e que possui uma câmera acoplada capaz de gravar vídeos e fotografar com resolução de ultra alta-definição.

O ministério informou, ainda, que pretende doar mais um dos vants à Polícia Rodoviária Federal, que auxilia no combate ao trabalho análogo à escravidão nas zonas rural e urbana.

terça-feira, 14 de julho de 2015

A nave New Horizons chega a Plutão




De acordo com a NASA (sigla em inglês de National Aeronautics and Space Administration – Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço), a nave New Horizons vai fazer seu sobrevoo histórico passando a 12.500 km da superfície do planeta Plutão[1], após mais de nove anos.

Lançada em 19 de janeiro de 2006, diretamente numa trajetória de escape Terra-Sol com uma velocidade relativa de 16,26 km/s ou 58.536 km/h e usando uma combinação de foguete monopropulsor e assistência gravitacional, ela sobrevoou a órbita de Marte em 7 de abril de 2006, a de Júpiter em 28 de fevereiro de 2007, a de Saturno em 8 de junho de 2008 e a de Urano em 18 de março de 2011, a caminho da órbita de 
Netuno, que cruzou em 25 de agosto de 2014, em sua jornada até Plutão.

O horário previsto para a aproximação máxima nessa manhã é 8h49mim57seg., hora oficial de Brasília. Em seguida, às 09h03min., ela deve fazer seu rasante em Caronte, passando a 28.900 km de sua superfície.

Na fase de aproximação final, que se deu ontem, a sonda transmitiu os dados que tomou nos dias anteriores, interrompeu as transmissões e se posicionou para o encontro. 

Para transmitir os dados para a Terra a nave precisa apontar sua antena para nós, deixando os instrumentos olhando para os lados. Ou seja, durante os momentos mais críticos a nave vai estar silenciosa, não vai enviar nem sequer dados de telemetria que mostre que ela está funcionando.

Logo depois da máxima aproximação, a sonda vai passar pela sombra de Plutão e de Caronte, será eclipsada pelos dois objetos e isso vai ser usado para se obter o diâmetro de ambos com altíssima precisão.

Minutos depois de cada eclipse, será a vez dos dois corpos celestes encobrirem a visão da nave com a Terra. Em outras palavras, a nave, Plutão (logo em seguida Caronte) e a Terra estarão alinhados. Quando isso acontecer, ela deve captar transmissões de rádio da Terra que vão ajudar a estudar a atmosfera de Plutão.

De acordo com as distorções que as ondas de rádio sofrerão ao passarem pelos objetos, informações sobre temperatura, densidade e sua estrutura poderão ser obtidas. Mas nada de transmitir alguma informação de volta.

Apenas às 22h02min., é que a New Horizons deve ligar para casa. Mas ainda não será para mandar nada dos dados coletados! Vai ser uma breve comunicação da situação da nave, literalmente para dizer que a nave está viva, que ela sobreviveu à passagem tão próxima de Plutão e Caronte.

Mesmo as chances estarem em um para 10.000 de que ela encontre alguma pedra no meio do caminho e seja seriamente danificado, o comando da missão precisa saber se tudo ocorreu conforme o previsto.

Serão 20 minutos de transmissão de dados de telemetria para confirmar que foi tudo bem. Apesar das chances de ocorrer alguma colisão inesperada, Alan Stern, o investigador principal da New Horizons, disse que estará na sala de comando comemorando o sucesso da missão.

Somente na quarta feira haverá transmissão de dados bem longa (1 hora e meia) programada para finalizar as oito da manhã. Em minha opinião, logo depois das 8h essas imagens serão divulgadas.

E acho que vai valer a pena ficar de plantão, as fotos tiradas durante a máxima aproximação terão resolução de 70 metros por pixel, ou menos do que um quarteirão! Se a New Horizons estivesse sobrevoando sua cidade a 12 mil/km de altura, seria possível reconhecer a rua da sua casa.


[1] Plutão, formalmente designado 134340 Plutão, é um planeta anão do Sistema Solar e o décimo objeto mais massivo observado diretamente orbitando o Sol. Originalmente classificado como um planeta, Plutão é atualmente o maior membro do cinturão de Kuiper.
Como outros membros do cinturão de Kuiper, Plutão é composto primariamente de rocha e gelo e é relativamente pequeno, com aproximadamente um quinto da massa da Lua e um terço de seu volume. Ele tem uma órbita altamente inclinada e excêntrica que o leva de 30 a 49 UA do Sol. Isso faz Plutão ficar periodicamente mais perto do Sol do que Netuno (Neptuno). Atualmente Plutão está a 32,32 UA do Sol.
Até 2006, Plutão foi considerado o nono planeta do Sistema Solar. No final da década de 1970, com a descoberta de 2060 Quíron e o reconhecimento da sua pequena massa, a sua classificação como um planeta começou a ser questionada. No início do século XXI vários outros objetos similares a Plutão foram descobertos no Sistema Solar externo, incluindo Éris, que é 27% mais massivo do que ele. Em 24 de agosto de 2006, a União Astronômica Internacional (UAI) criou uma definição de planeta formal, que fez Plutão deixar de ser planeta e ganhar a nova classificação de planeta anão, juntamente com Éris e Ceres. Depois da reclassificação, Plutão foi adicionado à lista de corpos menores do Sistema Solar e recebeu a identificação 134340. Porém, há cientistas que afirmam que Plutão não deveria ser considerado planeta anão, mas voltar a ser classificado como planeta.
Plutão e sua maior lua, Caronte, são às vezes considerados um planeta binário porque o baricentro de suas órbitas não se encontra em nenhum dos corpos, e sim no espaço livre entre eles. É possível que a UAI ainda faça uma definição de planeta binário, que provavelmente classificará Plutão e Caronte como um planeta anão binário. Plutão também tem quatro outras luas menores, Nix e Hidra, descobertas em 2005, Cérbero, descoberta em julho de 2011, e Estige, descoberta em julho de 2012.
Em abril de 2015, a sonda New Horizons tirou a primeira fotografia a cores de Plutão e da lua Caronte.

Descoberta

Em 1840, usando mecânica newtoniana, Urbain Le Verrier previu a posição de Netuno, que na época não tinha sido descoberto ainda, com base em perturbações na órbita de Urano. Observações subsequentes de Netuno no final do século XIX fizeram astrônomos especularem que a órbita de Urano estava sendo perturbada por outro planeta. Em 1906, Percival Lowell, fundador do Observatório Lowell, iniciou um grande projeto de procurar um possível nono planeta, que ele chamou de Planeta X. Em 1909, Lowell e William H. Pickering sugeriram várias possíveis coordenadas celestiais para esse planeta. Lowell continuou observando o céu à procura do Planeta X até sua morte em 1916, mas não achou nada. Apesar disso, ele fotografou Plutão duas vezes, mas não o reconheceu.
Depois da morte de Lowell, a busca pelo Planeta X ficou parada até 1929, quando Vesto Melvin Slipher deu a tarefa de achar o Planeta X a Clyde Tombaugh, que tinha acabado de chegar ao Observatório Lowell. A tarefa de Tombaugh foi fotografar o céu noturno e depois de duas semanas tirar outra foto, e então examinar os pares de fotos para ver se houve movimento de algum objeto. Em 18 de fevereiro de 1930, depois de cerca de um ano de observações, Tombaugh descobriu um possível objeto em movimento em fotografias tiradas em 23 de janeiro e em 29 de janeiro daquele ano. Uma imagem de menor qualidade tirada em 21 de janeiro ajudou a confirmar o movimento. Depois de observações feitas para confirmar o movimento, notícias da descoberta foram telegrafadas para o Harvard College Observatory em 13 de março de 1930.

Nomeação

O Observatório Lowell, que tinha o direito de nomear o novo planeta, recebeu mais de 1000 sugestões do mundo inteiro, variando de Atlas a Zynal. Tombaugh pediu a Slipher que sugerisse um nome para o objeto antes que alguém fizesse isso. Constance Lowell também sugeriu alguns nomes, incluindo Zeus, Lowell e o seu próprio primeiro nome, porém essas sugestões foram ignoradas.
O nome Plutão foi sugerido por Venetia Burney (mais tarde Venetia Phair), uma menina de onze anos de Oxford. Venetia era interessada em mitologia clássica assim como em astronomia, e escolheu o nome do deus romano do submundo, Plutão, adequado para um objeto presumivelmente escuro e gelado. Ela sugeriu o nome durante uma conversa com seu avô, Falconer Madan, um ex-bibliotecário da Biblioteca Bodleiana. Madan passou o nome ao professor Herbert Hall Turner, que telegrafou para seus colegas nos Estados Unidos.
O objeto foi nomeado oficialmente em 24 de março de 1930. Cada membro do Observatório Lowell podia votar em um nome de uma pequena lista de três opções: Minerva (que já era o nome de um asteróide), Cronos (que perdeu reputação por ter sido proposto pelo astrônomo impopular Thomas Jefferson Jackson See) e Plutão. Plutão recebeu todos os votos. O nome foi anunciado em 1 de maio de 1930. Depois de anúncio do nome, Venetia recebeu cinco libras como recompensa.

Morte do Planeta X

Quando achado, o pequeno brilho de Plutão e a falta de um disco resolúvel causaram dúvidas se ele era o Planeta X. A sua massa estimada foi diminuindo conforme o século XX foi passando, e foi apenas em 1978, com a descoberta da lua Caronte, que se tornou possível a medição de sua massa pela primeira vez. A massa de Plutão, que é de apenas 0,2% da massa da Terra, era muito pequena para explicar as perturbações na órbita de Urano. Buscas subsequentes para achar o Planeta X, feitas principalmente por Robert Sutton Harrington, falharam. Em 1992, Myles Standish usou dados obtidos pela visita da Voyager 2 a Netuno, que revisou sua massa total, para recalcular seus efeitos gravitacionais em Urano. Com as novas informações, as perturbações foram explicadas, e a necessidade do Planeta X sumiu. Atualmente, a maioria dos cientistas concorda que o Planeta X, como Lowell o descreveu, não existe. Em 1915, Lowell fez previsões da posição do Planeta X, que foi próxima da posição real de Plutão naquela época; no entanto, Ernest W. Brown concluiu que isso foi apenas uma coincidência.

Nomenclatura

O nome de Plutão foi escolhido em parte para invocar as letras iniciais do nome do astrônomo Percival Lowell. Seu símbolo astronômico é um monograma P-L. O símbolo astrológico de Plutão é semelhante ao de Netuno, mas em vez do tridente há um círculo.
Em japonês, chinês e coreano, o nome Plutão foi traduzido como estrela rei do submundo (冥王星), como sugerido por Hōei Nojiri em 1930. Muitas outras línguas não européias usam uma transliteração de "Plutão" como seus nomes para o objeto; no entanto, algumas línguas indianas usam uma forma de Yama, o guardião do inferno da mitologia hindu, como Yamdev em guzerate.

Rotação

O período de rotação de Plutão é igual a 6,39 dias. Como Urano, Plutão gira de "lado" em relação ao seu plano orbital, como uma inclinação axial de 120°, então a variação entre suas estações do ano é extrema; durante o solstício, um hemisfério está permanentemente de dia, enquanto o outro está permanentemente de noite.

Características físicas

Plutão está muito longe da Terra, o que dificulta observações detalhadas. Muitos detalhes de Plutão vão continuar desconhecidos até 2015, quando a sonda New Horizons se aproximar dele.

Aparência e superfície

Mapa da superfície de Plutão, mostrando grandes variações de cor e albedo.
A superfície de Plutão mudou entre 1994 e 2003: a região polar do norte ficou mais brilhante o hemisfério sul escureceu. A vermelhidão geral de Plutão também aumentou consideravelmente, entre 2000 e 2002. Essas mudanças rápidas provavelmente estão relacionadas a variações de estações do ano, que são grandes em Plutão devido à inclinação axial e à excentricidade orbital.
Análises espectroscópicas da superfície de Plutão revelaram que ela é composta mais de 98% de gelo de nitrogênio, com traços de metano e monóxido de carbono. Um hemisfério de Plutão contém mais gelo de metano, enquanto o outro contém mais gelo de nitrogênio e monóxido de carbono.

Estrutura

Estrutura teórica de Plutão (2006):
1.                    Nitrogênio congelado
2.                    Gelo de água
3.                    Rocha
Observações de Plutão feitas pelo telescópio Hubble estimam uma densidade entre 1,8 e 2,1 g/cm3, sugerindo uma composição interna de aproximadamente 60% de rocha e 40% de gelo. Como a decadência de minerais radioativos eventualmente iria aquecer os gelos o suficiente para as rochas se separarem deles, cientistas esperam que a estrutura interna de Plutão seja diferenciada, com o material rochoso estabilizado em um denso núcleo cercado por um manto de gelo. O diâmetro do núcleo deve ser de cerca de 1 700 km, 70% do diâmetro de Plutão. É possível que o aquecimento continue atualmente, criando uma camada de oceano líquido de 100 a 180 km de profundidade no núcleo. O Institute of Planetary Research do DLR calculou que a relação densidade-raio de Plutão está em uma zona de transição, junto com Tritão, e entre satélites gelados como as luas de tamanho médio de Saturno e Urano e os satélites rochosos como Europa.

Massa e tamanho

Comparação entre os pares Terra-Lua e Plutão-Caronte (abaixo, à direita).
A massa de Plutão é de 1,32×1022 kg, menos de 0,24% da massa da Terra, enquanto que as melhores estimativas para seu diâmetro são de 2 306 (± 20) km, aproximadamente 66% do diâmetro da Lua. Determinações do tamanho de Plutão são complicadas por sua atmosfera e névoa de hidrocarboneto.
Astrônomos, inicialmente pensando que Plutão era o Planeta X, inicialmente calcularam sua massa a partir dos efeitos em Urano e Netuno. Em 1955 foi calculado que Plutão tinha aproximadamente a mesma massa da Terra, e em 1971, outros cálculos abaixaram sua massa para aproximadamente à massa de Marte. No entanto, em 1976, Dale Cruikshank, Carl Pilcher e David Morrison, da Universidade do Havaí, calcularam seu albedo pela primeira vez, e foi descoberto que Plutão era muito luminoso para ter aquele tamanho e, portanto não podia ter mais de 1% da massa da Terra. O albedo de Plutão é de 1,3 a 2,0 vezes maior que o da Terra.
Em 1978, com a descoberta de Caronte, foi possível determinar a massa do sistema Plutão-Caronte pela primeira vez. Quando os efeitos gravitacionais de Caronte foram medidos, a verdadeira massa de Plutão pôde ser determinada. Observações de Plutão em ocultações por Caronte permitiu os cientistas medirem seu diâmetro, enquanto a invenção da óptica adaptativa permitiu determinar sua forma precisamente.
Entre os objetos do Sistema Solar, Plutão é menor que os planetas telúricos, e com menos 0,2 vezes a massa lunar é menos massivo que sete satélites naturais: Ganimedes, Titã, Calisto, Io, a Lua, Europa e Tritão. Plutão tem mais do dobro do diâmetro do planeta anão Ceres, o maior asteróide do cinturão de asteroides, e doze vezes sua massa. No entanto, ele é menos massivo que o planeta anão Éris, um objeto transneptuniano descoberto em 2006. Como há uma grande incerteza nas estimativas de diâmetro dos dois corpos, não se sabe qual é maior.

Atmosfera

A atmosfera de Plutão consiste em uma fina camada de nitrogênio, metano e gases de monóxido de carbono, que são derivados dos gelos dessas substâncias na superfície. Sua pressão superficial varia de 6,5 a 24 μbar. A órbita alongada de Plutão tem um grande efeito em sua atmosfera: conforme Plutão se distancia do Sol, a sua atmosfera congela gradualmente e cai na superfície, e quando ele se aproxima do Sol, a temperatura na sua sólida superfície aumenta, causando os gelos sublimarem para gás. Isso cria um efeito antiestufa: a sublimação esfria a superfície de Plutão. Recentemente foi descoberto que a temperatura de Plutão é de cerca de 43 K (−230°C), 10 K mais fria do esperado.
A presença de metano, que é um poderoso gás do efeito estufa, na atmosfera de Plutão cria uma inversão térmica, com temperaturas 36 K mais quente 10 km acima da superfície. A atmosfera inferior contém uma concentração maior de metano que a atmosfera superior.
A primeira evidência da atmosfera de Plutão foi descoberta pelo Kuiper Airborne Observatory em 1985, a partir de observações de uma ocultação de uma estrela atrás de Plutão. Quando um objeto sem atmosfera passa na frente de uma estrela, ela desaparece bruscamente. No caso de Plutão, a estrela apenas escureceu gradualmente. A partir da taxa de escurecimento, foi determinado que a pressão atmosférica fosse de 0,15 pascal, aproximadamente 1/700 000 a da Terra. A conclusão foi confirmada e foi reforçada por outras observações de uma outra ocultação em 1988.
Em 2002, uma outra ocultação estelar por Plutão foi observada e analisada por equipes lideradas por Bruno Sicardy do Observatório de Paris, James L. Elliot do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e Jay Pasachoff do Williams College. Surpreendentemente, a pressão atmosférica foi estimada em 0,3 pascal, mesmo que Plutão estivesse mais longe do Sol que em 1988 e, portanto a sua atmosfera deveria estar mais fria e rarefeita. Uma explicação para isso é que em 1987 o pólo sul de Plutão saiu da sombra pela primeira vez em 120 anos, causando o nitrogênio extra sublimar da calota polar. Vai levar décadas para que o excesso de nitrogênio condense para fora da atmosfera enquanto ele congela em direção à escura calota de gelo do pólo norte. Dados do mesmo estudo revelaram o que pode ser a primeira evidência de vento na atmosfera de Plutão.
Em outubro de 2006, Dale Cruikshank do NASA/Ames Research Center e seus colegas anunciaram a descoberta espectroscópica de etano na atmosfera de Plutão. O etano é produzido pela fotólise ou radiólise (a conversão química orientada pela luz solar ou partículas carregadas) do metano congelado na superfície que então vai para a atmosfera.

Satélites naturais

Plutão possui cinco satélites naturais conhecidos: Caronte, descoberto em 1978 pelo astrônomo James Walter Christy, e outras quatro luas menores, Nix e Hidra, ambas as descobertas em 2005, Cérbero, descoberta em 2011, e Estige, descoberta em julho de 2012.
As luas de Plutão estão estranhamente perto de Plutão em comparação com outros sistemas. Luas poderiam potencialmente orbitar Plutão a mais de 53% (69%, se retrógradas) do raio da esfera de Hill, a zona gravitacional estável da influência de Plutão. Psámata, por exemplo, órbita Netuno a 40% do raio de Hill. No caso de Plutão, somente os 3% internos da zona são ocupados por satélites. De acordo com os descobridores, o sistema de Plutão aparenta ser "altamente compacto e amplamente vazio", embora outros apontem a possibilidade de um sistema de anéis.

Caronte

O sistema Plutão-Caronte é notável por ser o maior dos poucos planetas binários do Sistema Solar, definidos assim quando o baricentro se localiza acima da superfície do corpo primário (617 Patroclus é um exemplo menor). Isso e o grande tamanho de Caronte em relação a Plutão levaram alguns astrônomos a chamá-lo de um planeta anão duplo. O sistema também é incomum pelo fato de haver acoplamento de marés nele, ou seja, o lado de Plutão virado para Caronte é sempre o mesmo e vice-versa. Por causa disso, o período de rotação dos dois corpos é igual ao período orbital em volta do centro de massa comum. Como Plutão gira de lado em relação ao plano orbital, o sistema Caronte também faz isso. Em 2007, observações de hidrato de amônia e cristais de água na superfície de Caronte feitas pelo Observatório Gemini sugerem a presença de crio-gêiseres ativos.

Nix e Hidra

Ver artigos principais: Nix (satélite) e Hidra (satélite)
Duas luas de Plutão adicionais, foram fotografadas pelo Telescópio Espacial Hubble em 15 de maio de 2005, que receberam as designações provisórias S/2005 P 1 e S/2005 P 2. A União Astronômica Internacional nomeou oficialmente essas luas de Nix e Hidra em 21 de julho de 2006.
Essas pequenas luas orbitam Plutão a aproximadamente duas e três vezes, respectivamente, a distância de Plutão a Caronte: Nix a 48 700 km e Hidra a 64 800 km do baricentro do sistema. Elas têm órbitas prógradas quase circulares que estão no mesmo plano orbital de Caronte e estão bem perto de uma ressonância orbital 4:1 e 6:1 com Caronte.
Observações de Nix e Hidra para revelar características individuais estão em andamento. Às vezes Hidra é mais brilhante que Nix, sugerindo que é maior ou possui partes da sua superfície que variam o brilho. Os tamanhos são estimados a partir dos albedos. A similaridade espectral de Nix, Hidra e Caronte sugerem um albedo de 35%, similar ao de Caronte. Esse valor resulta em um diâmetro estimado de 46 km para Nix e 61 km para Hidra. O limite do diâmetro pode ser estimado assumindo o albedo de 4% dos objetos mais escuros do cinturão de Kuiper. Esses limites são de (137 ± 11) km e (167 ± 10) km, respectivamente.
A descoberta de duas pequenas luas sugere que Plutão pode ter um sistema de anéis variável. Impactos de pequenos corpos podem criar detritos que podem virar anéis planetários. Dados de uma pesquisa óptica pela Advanced Camera for Surveys do Hubble sugerem que não há nenhum sistema de anéis em Plutão. Se um anel existir, ele é tênue comos os anéis de Júpiter ou está fortemente confinado a menos de 1 000 km de largura.
Conclusões similares foram feitas a partir de estudos de ocultações. Ao fotografar o sistema de Plutão, observações do Hubble colocaram limite em qualquer lua adicional. Com 90% de certeza, nenhuma lua adicional com mais de 12 km (ou no máximo 37 km com um albedo de 0,041) existe além do brilho de Plutão cinco segundos de arco do planeta anão. Isso assume um albedo de 0,38 como o de Caronte; com 50% de certeza o limite é 8 km.

Origens

A origem e identidade de Plutão vêm intrigando astrônomos. Uma hipótese inicial era que Plutão era uma lua que escapou de Netuno, e foi jogado para longe pela sua maior lua, Tritão. Essa teoria foi bastante criticada porque Plutão nunca chega perto de Netuno em sua órbita.
A verdadeira localização de Plutão no Sistema Solar começou a ser revelada apenas em 1992, quando astrônomos descobriram uma população de pequenos objetos gelados além de Netuno que eram similares a Plutão não apenas em órbita, mas em tamanho e composição também. Acredita-se que essa população transneptuniana é a fonte de muitos cometas de curto período. Atualmente acredita-se que Plutão seja o maior membro do cinturão de Kuiper, um anel estável de objetos localizados entre 30 e 50 UA do Sol. Assim como outros objetos do cinturão de Kuiper, Plutão compartilha características com cometas. Por exemplo, o vento solar está gradualmente assoprando a superfície de Plutão para o espaço, assim como os cometas. Se Plutão fosse colocado tão perto do Sol quanto a Terra, ele iria desenvolver uma cauda, como os cometas fazem.
Embora Plutão seja o maior dos objetos conhecidos do cinturão de Kuiper, a lua de Netuno Tritão, que é um pouco maior que Plutão, é similar a ele tanto geológica quanto atmosfericamente; por isso, acredita-se que seja um objeto do cinturão de Kuiper que foi capturado. Éris também é maior que Plutão, mas não é considerado um objeto do cinturão de Kuiper estritamente; em vez disso, é considerado membro de uma população próxima, chamada disco disperso.
Um grande número de objetos do cinturão de Kuiper, como Plutão, está em uma ressonância orbital 3:2 com Netuno. Objetos transnetunianos assim são chamados de plutinos, nome dado a partir de Plutão.
Assim como outros membros do cinturão de Kuiper, pensa-se que Plutão seja um planetesimal residual, um componente do disco protoplanetário original ao redor do Sol que falhou em virar um planeta completamente desenvolvido. Muitos astrônomos concordam que foi a migração planetária sofrida por Netuno na formação do Sistema Solar que trouxe Plutão para a sua posição atual. Durante a migração, Netuno se aproximou dos objetos do cinturão de Kuiper, quando capturou Tritão e deixou outros objetos em ressonância ou com órbita caótica. Os objetos do disco disperso, provavelmente, foram colocados em suas posições atuais devido a interações com Netuno durante a migração. Um modelo de computador de 2004 feito por Alessandro Morbidelli, do Observatoire de la Côte d'Azur em Nice, sugere que a migração de Netuno para o cinturão de Kuiper pode ter sido causada pela formação de uma ressonância 1:2 entre Júpiter e Saturno, que criou um empurrão gravitacional que moveu tanto Urano quanto Netuno para órbitas maiores e os fez trocarem de lugar, dobrando a distância de Netuno ao Sol. A expulsão resultante de objetos do proto-cinturão de Kuiper pode explicar também o intenso bombardeio tardio, ocorrido 600 milhões de anos após a formação do Sistema Solar, e a origens dos asteroides troianos de Júpiter. É possível que Plutão tenha tido uma órbita quase circular a cerca de 33 UA do Sol antes das perturbações causadas pela migração de Netuno. O modelo de Nice requer que tenha havido cerca de mil objetos do tamanho de Plutão no disco planetesimal original, que podem incluir os corpos que formaram Tritão e Éris.

Exploração

Plutão apresenta grandes desafios para naves espaciais devido à sua pequena massa e grande distância da Terra. A Voyager 1 poderia ter visitado Plutão, mas os controladores optaram por um sobrevoo pela lua de Saturno Titã, resultando em uma trajetória incompatível com um sobrevoo por Plutão. A Voyager 2 nunca teve uma trajetória plausível para sobrevoar Plutão. Nenhuma tentativa séria de explorar Plutão ocorreu até a década de 1990, quando foi proposto o Pluto Kuiper Express, cujo lançamento estava previsto para 2004. Porém, em 2000, a NASA teve que cancelar essa missão, citando aumento nos custos e atraso do veículo de lançamento.
Depois de uma intensa batalha política, foi concedido financiamento para uma outra missão para explorar Plutão, chamada de New Horizons. A sonda New Horizons foi lançada com sucesso em 19 de janeiro de 2006. O líder da missão, Alan Stern, confirmou que algumas das cinzas de Clyde Tombaugh, que morreu em 1997, foram colocadas a bordo dela.
Primeiros sinais de Plutão pela New Horizons.
No início de 2007, a sonda usou a gravidade assistida de Júpiter. A sua maior aproximação de Plutão vai ocorrer em 14 de julho de 2015. Observações científicas vão começar cinco meses da aproximação máxima e vão continuar por pelo menos um mês depois dela. A New Horizons tirou as suas primeiras fotos de Plutão no final de setembro de 2006, durante um teste do Long Range Reconnaissance Imager (LORRI). As imagens, tiradas de uma distância de aproximadamente 4,2 bilhões de quilômetros, confirmaram a habilidade da sonda em seguir objetos distantes, algo importante para ir em direção a Plutão e outros objetos do cinturão de Kuiper.
A sonda New Horizons conta com diversos instrumentos científicos, como instrumentos para criar mapas da superfície, para fazer análises atmosféricas e espectrômetros. A energia elétrica usada por esses instrumentos é fornecida por um único gerador termoelétrico de radioisótopos, que geralmente é usado em missões que não podem utilizar a energia solar.
As luas Nix e Hidra podem gerar desafios imprevistos para a New Horizons. Detritos de colisões entre os objetos do cinturão de Kuiper e elas, com as suas velocidades de escape relativamente baixas, pode produzir um pequeno anel de poeira. Se a sonda voar em um sistema de anéis assim, há uma possibilidade de ela ser atingida por micrometeoritos que poderiam desabilitá-la.
Classificação
Comparação de tamanho entre Plutão e alguns objetos transneptunianos.
Após a determinação do lugar de Plutão no cinturão de Kuiper, a sua classificação oficial como um planeta começou a ser controversa.
Diretores de museus e planetários ocasionalmente criaram controvérsia por omitir Plutão de modelos planetários do Sistema Solar. O Planetário Hayden reabriu em 2000 com um modelo de apenas oito planetas. A controvérsia foi muito discutida na época.
Em 2000, o objeto transneptuniano 50000 Quaoar foi descoberto, com um diâmetro na época pensado ser de aproximadamente 1 260 km, cerca de metade do de Plutão. Em 2004, os descobridores de 90377 Sedna colocaram um limite de 1 800 km no seu diâmetro, próximo ao de Plutão (2 320 km), embora esse valor tenha caído para 1 600 em 2007. Foi argumentado que assim como Ceres, Palas, Juno e Vesta perderam a classificação de planeta após a descoberta de outros asteroides parecidos, Plutão também deveria deixar de ser planeta após a descoberta de corpos celestes de aspecto semelhante.
Em 29 de julho de 2005, foi anunciada a descoberta de Éris, pela equipe liderada pelo astrônomo Michael E. Brown, do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Éris, que tem aproximadamente o mesmo tamanho de Plutão, foi o maior objeto do Sistema Solar descoberto desde a descoberta de Tritão em 1846. Os descobridores de Éris e a imprensa chamavam-no inicialmente de "o décimo planeta", embora não tenha havido nenhum consenso na época de forma a considerá-lo um planeta oficial. Outros astrônomos consideraram a descoberta de Éris um dos argumentos mais fortes para reclassificar o planeta como um asteróide.

Classificação de 2006 da UAI

Em 2006, a UAI criou uma definição formal para o termo planeta. De acordo com essa definição, há três condições principais para um objeto ser considerado um planeta:
1.                    O objeto precisa estar em órbita ao redor do Sol.
2.                    O objeto precisa ser massivo o suficiente para ser esférico pela própria gravidade. Mais especificamente, sua própria gravidade precisa puxar ele para uma forma de equilíbrio hidrostático.
3.                    Ele precisa ser gravitacionalmente dominante.
Plutão não cumpriu a terceira condição, já que a sua massa é de apenas 0,07 vezes a massa dos outros objetos de sua órbita (a massa da Terra, por contraste, é 1,7 milhões de vezes a massa dos outros objetos de sua órbita). Então a UAI decidiu que Plutão seria incluído em uma nova categoria chamada planeta anão, e que ele seria o protótipo da categoria de objetos transneptunianos plutoides.
Em 13 de setembro de 2006, A UAI incluiu Plutão, Éris e Disnomia no catálogo de asteroides mantido pelo Minor Planet Center, dando a eles as designações oficiais (134340) Plutão, (136199) Éris e (136199) Éris I Disnomia. Se Plutão recebesse essa designação logo após a sua descoberta, o número seria perto de mil, ao invés de mais de cem mil.
Houve resistência na comunidade astronômica em relação à reclassificação de Plutão. Alan Stern, principal investigador da missão New Horizons, ridicularizou publicamente a decisão da UAI, declarando que "a definição cheira mal, por razões técnicas". A argumentação de Stern é que pelos termos da nova definição, a Terra, Marte, Júpiter e Netuno, que compartilham suas órbitas com asteroides, deixariam de ser planetas. Ele também disse que menos de 5% dos astrônomos mundiais votaram na nova definição, e que ela não representou toda a comunidade astronômica. Marc W. Buie, do Observatório Lowell, manifestou sua opinião sobre a nova definição em seu site e é um dos peticionários contra a definição. Outros astrônomos apoiaram a UAI, como Mike Brown, o descobridor de Éris, que disse: "a ciência está se autocorrigindo eventualmente, mesmo quando fortes emoções estão envolvidas". Em decorrência da descoberta de Éris, o estopim para a reclassificação de Plutão, em 2010, Michael Brown publicou o livro How I Killed Pluto and Why It Had It Coming , em que ele humoristicamente refere-se a si mesmo como o homem que matou Plutão .
Em 14 de agosto de 2008, astrônomos se reuniram no Applied Physics Laboratory para uma conferência sobre a atual definição de planeta chamada de "O Grande Debate de Planeta". Nela foi publicada um comunicado dizendo que os cientistas não poderiam chegar em um consenso sobre a definição de planeta. Um pouco antes da conferência, em 11 de junho de 2008, a UAI anunciou que o termo plutoide iria ser usado para descrever Plutão e outros objetos similares a ele que têm um semieixo maior maior que o de Netuno e massa suficiente para serem praticamente esféricos.

Reação pública à mudança

A recepção à decisão da UAI foi mista. Enquanto alguns aceitaram a reclassificação de Plutão, outros procuraram reclassificar Plutão a planeta com petições online pedindo para a UAI fazer isso. Uma resolução introduzida por alguns membros da assembleia do estado da Califórnia denunciou a UAI por "heresia científica", e outros crimes. A Câmara dos Representantes do Novo México passou uma resolução em homenagem a Tombaugh, que foi um residente daquele estado, e declarou que Plutão sempre será considerado um planeta lá e que 13 de março de 2007 é o dia de Plutão. O Senado de Illinois passou uma resolução similar em 2009, com base no fato de Clyde Tombaugh ter nascido em Illinois. A resolução afirmou que Plutão foi injustamente rebaixado a planeta anão pela UAI.
Alguns também rejeitaram a reclassificação, citando desacordo na comunidade científica, ou por razões sentimentais, dizendo que sempre vão conhecer Plutão como um planeta independentemente da decisão da UAI.

Plutado

O verbo "plutar" (plutado, no particípio) é um neologismo criado a partir do rebaixamento de Plutão a planeta anão. Em janeiro de 2007, a American Dialect Society escolheu "plutado" como sua Palavra do Ano de 2006, definindo "plutar" como "rebaixar ou desvalorizar alguém ou alguma coisa", como aconteceu com o ex-planeta Plutão após a decisão da UAI em 2006.
Cleveland Evans, o presidente da sociedade, disse a razão para a “Palavra do Ano” ser plutado: "Nossos membros acreditam que a emocional reação pública ao rebaixamento de Plutão mostra a importância de Plutão como um nome. Nós podemos não acreditar mais no deus romano Plutão, mas nós ainda temos um senso de conexão com o ex-planeta”.