O adolescente foi interrogado pela polícia porque levou para a escola um relógio digital fabricado por ele e a polícia o acusou de ter produzido uma suposta bomba.
Ahmed Mohamed levou à escola um pequeno dispositivo caseiro, composto por uma tela digital e um simples circuito eletrônico, com o objetivo de mostrá-lo ao seu professor de tecnologia.
Segundo as palavras do adolescente:
"O diretor e policiais me levaram a uma sala, onde fui interrogado por cinco policiais, me revistaram e confiscaram meu tablet e meu invento. Posteriormente me levaram a um centro de detenção juvenil, onde me revistaram, registraram as minhas impressões digitais e tiraram fotos".
O jovem muçulmano, que vive em Irving, perto de Dallas, disse que durante o interrogatório foi impedido de telefonar para os pais. Ele foi liberado pela polícia, mas recebeu uma suspensão de três dias na escola.
"Esta prisão é um sinal de alerta", reagiu Alia Salem, uma funcionária do Texas do Conselho de relações Americano-Islãmicas (CAIR).
Segundo o CAIR, este incidente não teria existido se o adolescente não fosse de origem muçulmana.
Reações
O caso gerou muitas reações na internet, onde os internautas acusam a polícia do Texas de ter agido com sentimentos discriminatório e islamofóbicos.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, elogiou a invenção e o convidou para ir à Casa Branca.
“Belo relógio, Ahmed. Você quer trazê-lo para a Casa Branca? Nós podemos inspirar mais crianças a gostar de ciência. Isso é o que faz a América grande?”.

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