No último dia 13 de agosto,
a ativista Virginia Ruiz, de 38 anos, invadiu uma tourada ao ouvir o gemido de
um touro agonizando que estava sendo morto pelos toureiros em uma arena em
Málaga, na Espanha.
A ativista ficou em sobre o
animal para impedir sua morte, mas foi violentamente retirada do local.
“Eu podia ouvi-lo chorando
de dor, então pulei para dentro, atravessei a arena até chegar ao local onde
ele já estava morrendo”, relatou à ativista. “Eu queria dar-lhe amor, antes que
ele deixasse este mundo”, completou.
Após a invasão da ativista,
a multidão enraivecida vaiava e gritava palavrões. “Chutaram-me, cuspiram em
mim, me disseram para voltar para a cozinha e me chamaram de prostituta”.
Virginia assistiu à tourada em um dia que a entrada ao público era gratuita.
Segundo ela, o objetivo de sua ida era registrar a crueldade na arena e as
arquibancadas vazias apesar dos portões abertos.
“O touro ainda estava vivo
antes que eles fizessem o esfaqueamento final com a faca na parte de trás do
pescoço. Ele estava chorando e tentou olhar para as pessoas”, disse Ruiz.
A ativista foi autuada pela
polícia local e recebeu uma multa de 6 mil euros (cerca de R$ 23 mil) por
invasão de propriedade privada. O Parlamento Europeu banca as touradas com
investimentos de até R$ 23 milhões por ano.

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