No dia 17 de março de
2014, cientistas estadunidense divulgaram a detecção pela primeira vez de ecos
do “Big Bang[1]” –
a grande explosão. O “Big Baeng” teria ocorrido há cerca de 14 bilhões de anos
e deu origem à expansão do universo. Esta importante descoberta ajuda a
entender as origens do universo.
É a primeira evidência da direta da “inflação cósmica” e foi observada com telescópio no Polo Sul e foi anunciada por especialistas do Centro de Astrofísica de Harvard-Smithoniam.
A existência destas ondulações de espaço-tempo, primeiro eco do Big Bang, previstas na teoria da relatividade do físico alemão Albert Ainstein, demonstra a expansão rápida do universo na primeira fração de segundo de sua existência, fase conhecida como inflação cósmica.
O Professor de Astronomia e de Física do Centro de Astrofísica de Harvard-Smithoniam (CfA), John Kovac, destacou que: “A detecção destas ondulações é um dos objetivos mais importantes da cosmologia na atualidade e resultado de um enorme trabalho realizado por uma grande quantidade de cientistas.”
Para o Físico teórico Avi Loeb, da Universidade de Harvard, o avanço “representa um novo esclarecimento sobre algumas das questões mais fundamentais para saber por quê existimos e como o universo começou.”
[1] O Big Bang, ou a Grande Explosão, é a teoria cosmológica dominante do desenvolvimento inicial do universo
Os cosmólogos usam o termo "Big Bang" para se referir à
ideia de que o universo estava originalmente muito quente e denso em algum tempo finito no passado e, desde então tem
se resfriado pela expansão ao estado diluído atual e continua em expansão
atualmente. A teoria é sustentada por explicações mais completas e precisas a
partir de evidências científicas disponíveis e da observação. De acordo com as
melhores medições disponíveis em 2010, as condições iniciais ocorreram por
volta de 13,3 a 13,9 bilhões de anos atrás.
Georges Lemaître propôs o que ficou
conhecido como a teoria “Big Bang” da origem do Universo, embora ele tenha
chamado como "hipótese do átomo primordial". O quadro para o
modelo se baseia na teoria da
relatividade de Albert Einstein e hipóteses simplificadoras (como homogeneidade e isotropia do espaço).
As equações principais foram formuladas por Alexander
Friedmann. Depois Edwin Hubble descobriu em 1929 que
as distâncias de galáxias distantes eram geralmente proporcionais aos seus desvios para o vermelho, como sugerido por
Lemaître em 1927. Esta observação foi
feita para indicar que todas as galáxias muito distantes e aglomerado de galáxias têm uma velocidade aparente diretamente para fora do nosso
ponto de vista: quanto mais distante, maior a velocidade aparente. Se
a distância entre os aglomerados de galáxias está aumentando hoje, todos
deveriam estar mais próximos no passado. Esta ideia tem sido considerada em
detalhe volta no tempo para as densidades e temperaturas extremas, e grandes aceleradores de partículas têm sido construídos para experimentar e
testar tais condições, resultando em significativa confirmação da teoria, mas estes aceleradores têm
capacidades limitadas para investigar em tais
regimes de alta energia. Sem nenhuma evidência associada com a maior
brevidade instantânea da expansão, a teoria do “Big Bang” não pode e não
fornece qualquer explicação para essa condição inicial, mas sim, que ela
descreve e explica a evolução geral do Universo desde aquele instante. As
abundâncias observadas de elementos leves em todo o cosmos se
aproximam das previsões calculadas para a formação destes elementos de
processos nucleares na expansão rápida e arrefecimento dos minutos iniciais do Universo, como
lógica e quantitativamente detalhado de acordo com a núcleos síntese do “Big Bang”.
Fred Hoyle é creditado como o criador do termo “Big
Bang” durante uma transmissão de rádio de 1949.
Popularmente é relatado que Hoyle, que favoreceu um modelo cosmológico
alternativo chamado "teoria do estado estacionário", tinha por
objetivo criar um termo pejorativo, mas Hoyle explicitamente negou isso e disse
que era apenas um termo impressionante para destacar a diferença entre os dois
modelos. Hoyle mais tarde ajudou consideravelmente no esforço de
compreender a núcleos síntese estelar,
a via nuclear para a construção de alguns elementos mais pesados até os mais
leves. Após a descoberta da radiação
cósmica de fundo em micro-ondas em 1964, e especialmente quando seu espectro
(ou seja, a quantidade de radiação medida em cada comprimento de onda) traçou
uma curva de corpo negro, muitos
cientistas ficaram razoavelmente convencidos pelas evidências de que alguns dos
cenários propostos pela teoria do “Big Bang” devem ter ocorrido.
A importância da descoberta da radiação
cósmica de fundo é que ela representa um "fóssil" de uma época em que
o universo era muito novo, sendo a maior evidência da existência do “Big Bang”.
Ela é proveniente da separação da interação entre a radiação e matéria (época
chamada de recombinação).
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Big_Bang
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Big_Bang


