terça-feira, 25 de março de 2014

Ecos da origem

No dia 17 de março de 2014, cientistas estadunidense divulgaram a detecção pela primeira vez de ecos do “Big Bang[1]” – a grande explosão. O “Big Baeng” teria ocorrido há cerca de 14 bilhões de anos e deu origem à expansão do universo. Esta importante descoberta ajuda a entender as origens do universo.

É a primeira evidência da direta da “inflação cósmica” e foi observada com telescópio no Polo Sul e foi anunciada por especialistas do Centro de Astrofísica de Harvard-Smithoniam.

A existência destas ondulações de espaço-tempo, primeiro eco do Big Bang, previstas na teoria da relatividade do físico alemão Albert Ainstein, demonstra a expansão rápida do universo na primeira fração de segundo de sua existência, fase conhecida como inflação cósmica.

O Professor de Astronomia e de Física do Centro de Astrofísica de Harvard-Smithoniam (CfA), John Kovac, destacou que: “A detecção destas ondulações é um dos objetivos mais importantes da cosmologia na atualidade e resultado de um enorme trabalho realizado por uma grande quantidade de cientistas.”

Para o Físico teórico Avi Loeb, da Universidade de Harvard, o avanço “representa um novo esclarecimento sobre algumas das questões mais fundamentais para saber por quê existimos e como o universo começou.”



[1] O Big Bang, ou a Grande Explosão, é a teoria cosmológica dominante do desenvolvimento inicial do universo Os cosmólogos usam o termo "Big Bang" para se referir à ideia de que o universo estava originalmente muito quente e denso em algum tempo finito no passado e, desde então tem se resfriado pela expansão ao estado diluído atual e continua em expansão atualmente. A teoria é sustentada por explicações mais completas e precisas a partir de evidências científicas disponíveis e da observação. De acordo com as melhores medições disponíveis em 2010, as condições iniciais ocorreram por volta de 13,3 a 13,9 bilhões de anos atrás.
Georges Lemaître propôs o que ficou conhecido como a teoria “Big Bang” da origem do Universo, embora ele tenha chamado como "hipótese do átomo primordial". O quadro para o modelo se baseia na teoria da relatividade de Albert Einstein e hipóteses simplificadoras (como homogeneidade e isotropia do espaço). As equações principais foram formuladas por Alexander Friedmann. Depois Edwin Hubble descobriu em 1929 que as distâncias de galáxias distantes eram geralmente proporcionais aos seus desvios para o vermelho, como sugerido por Lemaître em 1927. Esta observação foi feita para indicar que todas as galáxias muito distantes e aglomerado de galáxias têm uma velocidade aparente diretamente para fora do nosso ponto de vista: quanto mais distante, maior a velocidade aparente. Se a distância entre os aglomerados de galáxias está aumentando hoje, todos deveriam estar mais próximos no passado. Esta ideia tem sido considerada em detalhe volta no tempo para as densidades e temperaturas extremas, e grandes aceleradores de partículas têm sido construídos para experimentar e testar tais condições, resultando em significativa confirmação da teoria, mas estes aceleradores têm capacidades limitadas para investigar em tais regimes de alta energia. Sem nenhuma evidência associada com a maior brevidade instantânea da expansão, a teoria do “Big Bang” não pode e não fornece qualquer explicação para essa condição inicial, mas sim, que ela descreve e explica a evolução geral do Universo desde aquele instante. As abundâncias observadas de elementos leves em todo o cosmos se aproximam das previsões calculadas para a formação destes elementos de processos nucleares na expansão rápida e arrefecimento dos minutos iniciais do Universo, como lógica e quantitativamente detalhado de acordo com a núcleos síntese do “Big Bang”.
Fred Hoyle é creditado como o criador do termoBig Bang” durante uma transmissão de rádio de 1949. Popularmente é relatado que Hoyle, que favoreceu um modelo cosmológico alternativo chamado "teoria do estado estacionário", tinha por objetivo criar um termo pejorativo, mas Hoyle explicitamente negou isso e disse que era apenas um termo impressionante para destacar a diferença entre os dois modelos. Hoyle mais tarde ajudou consideravelmente no esforço de compreender a núcleos síntese estelar, a via nuclear para a construção de alguns elementos mais pesados até os mais leves. Após a descoberta da radiação cósmica de fundo em micro-ondas em 1964, e especialmente quando seu espectro (ou seja, a quantidade de radiação medida em cada comprimento de onda) traçou uma curva de corpo negro, muitos cientistas ficaram razoavelmente convencidos pelas evidências de que alguns dos cenários propostos pela teoria do “Big Bang” devem ter ocorrido.
A importância da descoberta da radiação cósmica de fundo é que ela representa um "fóssil" de uma época em que o universo era muito novo, sendo a maior evidência da existência do “Big Bang”. Ela é proveniente da separação da interação entre a radiação e matéria (época chamada de recombinação).
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Big_Bang

sábado, 15 de março de 2014

WWW faz vinte e cinco anos

WWW faz vinte e cinco anos
Há vinte e cindo anos um especialista até então desconhecido teve a ideia que deu origem a rede internacional de computadores, naquela ano a ideia era ousada que corria o sério risco de nunca sair do papel.

A ideia se transformaria em um grande fenômeno mundial que mudou de forma marcante informação e comunicação em nosso planeta e, com absoluta certeza alteraria significativamente a cultura de todos os habitantes do nosso planeta.

www (world wide web) surgiu da inteligência do britânico Tim Berners-Lee do laboratório da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), que vislumbrou a possibilidade de acessar arquivos de outros computadores interconectados.

A ideia foi concretizada quando Lee publicou um artigo no dia 12 de março de 1989, hoje essa data foi adotada como marco para o nascimento da world wide web – www.

De forma simplificada a ideia era o compartilhamento de arquivos entre computadores do CERN, a web é um software utilizado para conectar computadores que ficariam em rede (on line).

Entretanto, a ideia não era original, pois, militares estadunidense, por volta de 1950 começaram a estudar a possibilidade de conectar computadores em redes. Em 1969, foi lançada a “Arpanet”, precursora da atual internet.

O grande diferencial da www em relação aos seus concorrentes (CompuServ e Minitel), era que seria gratuito, ou seja, todo o conteúdo seria disponibilizado gratuitamente em máquinas conectadas em rede.

Nos tempos atuais a internet tornou-se uma ferramenta fundamental tanto para empresas, governos e, principalmente, para bilhões de usuários. Surgiram gigantes que hoje exploram a rede e seus proprietários e acionistas ganham milhões de dólares, Google, Yahoo, Microsoft, Apple, Sun Microsystems, Oracle etc, são empresas marcantes na Tecnologia da Informação e internet.

O mundo mudou! A cultura mudou com a possibilidade de acesso e a distribuição gratuitamente de arquivos de músicas, filmes, ideias e toda forma possível de expressão cultural do homem.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Intolerância – Vereador da Cidade de Antonio Prado/RS pede exoneração de assessora por ser assumidamente ateia

Intolerância – Vereador da Cidade de Antonio Prado/RS pede exoneração de assessora por ser assumidamente ateia.
Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei; é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.

Pois bem. O vereador da cidade de Antonio Prado/RS, Alex Dotti, pediu a exoneração da responsável pela assessoria de imprensa da Câmara de Vereadores, porque a jornalista Renata Helena Ghiggi por expressar sua convicção de ateia.

O pedido do vereador foi feito na primeira sessão de 2014, dia quatro de fevereiro. Em discurso proferido na Câmara, o vereador disse o seguinte: “Eu peço a exoneração da assessora de imprensa, e a troca urgente, porque a Câmara de Vereadores e a cidade de Antonio Prado é uma cidade de fé. É isso que eu penso e eu acredito que quem não acredita em Deus pode acreditar, mas não deve divulgar.”

O Presidente da Câmara de Vereadores da Cidade, Valdecir Viali, já anunciou que a possibilidade de exoneração está descartada.
A polêmica pela atitude de intolerância, por parte do vereador Alex Dotti, gerou uma representação no Ministério Público estadual, sob a alegação de crime de perseguição religiosa. O MP/RS ainda não se manifestou sobre a representação da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos no Rio Grande do Sul, contra o aludido vereador.

A polêmica começou quando a assessora de imprensa manifestou, através da rede social, sua convicção em não acreditar em Deus, o que levou a uma discussão on line com o vereador que discorda da posição de ateia da assessora Renata Helena Ghiggi.

No caso, o vereador tem que entender que nosso Estado brasileiro é laico, e todo cidadão tem direito de expor suas crenças religiosas ou de não ter religião alguma ou até mesmo não acreditar em Deus.

Outra questão a ser abordada é a garantia constitucional da livre manifestação intelectual, sendo vedada a censura e o anonimato.

terça-feira, 11 de março de 2014

OAB propõe no STF ADI requerendo correção da tabela do Imposto de Renda

A Ordem dos Advogados do Brasil - OAB, através do Conselho Federal, interpôs Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADI ao Supremo Tribunal Federal – STF onde pede correção da tabela do Imposto de Renda.

O presidente do Conselho Federal da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, falou sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 5.096) proposta pela entidade no Supremo Tribunal Federal pedindo a correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física pelo índice da inflação, o IPCA.

A Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADI da OAB quer demonstrar que a correção da tabela do IRPF em percentual discrepante ao da inflação ofende a Constituição Federal quanto ao conceito de renda (art. 153, III), à capacidade contributiva (art. 145, § 1º), o não-confisco tributário (art. 150, IV) e à dignidade da pessoa humana (art. 1º, III), em face da tributação do mínimo existencial. As regras do IR deste ano estabelecem isenção para quem ganha até R$ 1.787. Se a inflação embasasse a correção, a isenção atingiria quem ganha até R$ 2.758.

Marcus Vinicius Furtado Coêlho lembrou, ainda, que a ação da OAB se baseia em dados de um estudo recente do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). “Com base nessas estatísticas, a OAB pede ao STF que considere inconstitucional a tabela de correção do Imposto de Renda, porque a base de cálculo não leva em conta o IPCA, que mede a inflação real. Hoje é uma correção injusta, gerando perda de poder aquisitivo ao contribuinte. De 1996 a 2013, já descontadas todas as correções da tabela do imposto, ainda resta uma perda do poder aquisitivo da moeda brasileira da ordem de 62%”, disse.

Inflação maior que correção

O presidente nacional da OAB falou em ofensas a diversos comandos constitucionais. “O que se vê é uma postura cômoda da União que, mesmo ciente da defasagem, se furta a corrigir a tabela com o propósito de arrecadar mais. Para este ano, o IRPF foi corrigido em 4,5%, que era a meta da inflação traçada pelo governo para 2013. Entretanto, a inflação real do ano foi de 5,91%, muito superior à correção da tabela”, ponderou.

Junto com o presidente nacional da Ordem estiveram Luiz Gustavo Bichara, procurador especial tributário do Conselho Federal da OAB; Luiz Cláudio Allemand, conselheiro federal pela OAB-ES e proponente da matéria no plenário do Conselho Federal; Valdetário Monteiro, presidente da OAB-CE e Wilfrido Marques, presidente da Comissão Especial de Defesa da Cidadania Tributária da OAB.

Luiz Gustavo Bichara, procurador especial tributário do Conselho Federal da OAB, ressaltou que as declarações devem ser entregues normalmente. “A orientação é fazer a entrega no prazo correto, que vai até 30 de abril. Quando julgar a ação da OAB, o próprio STF informará os novos procedimentos. É importante lembrar que, mesmo o contribuinte que já enviou a declaração, em caso de mudança, pode retificá-la até o fim do prazo”, salientou.

Luiz Cláudio Allemand reforçou a posição do colega. “Para diminuir a carga tributária, pedimos essa correção da tabela dos isentos. Não queremos criar uma expectativa indevida no contribuinte. O que podemos requerer é uma preferência na apreciação da matéria, mas não há como prever o que o STF definirá para vigorar já este ano”, concluiu.