Morreu na manhã de hoje (13/08), o candidato a Presidência
da República, pelo Partido Socialista Brasileiro - PSB, o ex-governador de
Pernambuco Eduardo Henrique Accioly Campos, após a queda do jato
particular em que viajava em um bairro residencial em Santos, São Paulo.
Eduardo Campos era filho do poeta e cronista Maximiano Campos (1941–1998) com a ex-deputada federal e atual ministra do Tribunal de Contas da União Ana Arraes (1947). Era neto de Miguel Arraes (1916–2005).
Eduardo Campos nasceu na cidade do Recife/PE, no dia 10 de agosto de 1965. Formando em economia pela Universidade Federal de Pernambuco, desde cedo resolveu seguir a carreira política, seguindo a tradição de seu avô Miguel Arraes, já falecido. Eduardo Campos começou na política ainda na universidade quando foi eleito presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade de Economia. Em 1986, Campos trocou a oportunidade de fazer um mestrado nos Estados Unidos pela participação na campanha que elegeu o avô Miguel Arraes como governador de Pernambuco. Com a eleição de Arraes, em 1987, passou a atuar como chefe de gabinete do governador.
Trajetória política:
Em
1988/1990, Eduardo Campos assumiu o cargo de chefe de gabinete do de Miguel
Arraes;
No
ano de 1992 foi secretário de Estado do Governo de Recife;
Em
1993 foi eleito deputado Estadual;
A
partir 1996 foi Secretário de Estado do Governo de Pernambuco;
No
ano de 2003 foi eleito Deputado Federal e, em seguida, torna-se Ministro da
Ciência e da Tecnologia (Governo Lula);
Em
2007 foi eleito Governador de Pernambuco, sendo reeleito em seguida.
Eduardo
Campos viajava a cidade de Santos/SP onde tinha uma programação de campanha.
Chovia no momento do acidente. De acordo com a assessoria do candidato, ele
participaria às 8h, às 9h30 e às 14h30 de entrevistas as emissoras de televisão
locais. Às 10h30, concederia uma entrevista coletiva às 12h30 participaria de
um seminário sobre o Porto de Santos.
A bordo do avião, estavam sete pessoas, das quais cinco passageiros e dois tripulantes. Lista das vítimas do acidente:
- Eduardo Campos (candidato à presidência da república);
-
Alexandre da Silva (fotógrafo);
-
Carlos Augusto Leal Filho (assessor);
-
Geraldo da Cunha (piloto);
-
Marcos Martins (piloto)
-
Pedro Valadares Neto
-
Marcelo Lira
Seis vítimas do acidente aéreo, que moravam na área do sinistro, foram levadas para a Santa Casa de Santos, entre elas duas crianças, duas mulheres e uma idosa. Segundo o hospital, todas passam bem.
A repercussão da morte do candidato a presidência repercutir em todo o Brasil e pelo Mundo.
Sobre o acidente aéreo que vitimou Eduardo Campos, a Aeronáutica divulgou a seguinte nota:
Nota da Aeronáutica
"O Comando da Aeronáutica informa que
nesta quarta-feira (13/08), por volta das 10h, uma aeronave Cessna 560XL,
prefixo PR-AFA, caiu na cidade de Santos, no litoral de São Paulo.
A aeronave decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá (SP). Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave.
A Aeronáutica já iniciou as investigações para apurar os fatores que possam ter contribuído para o acidente.
Brasília, 13 de agosto de 2014.
Brigadeiro
do Ar Pedro Luís Farcic
Chefe
do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica".
A
Presidente da República, Dilma Rousseff, manifestou-se com a seguinte nota.
"O
Brasil inteiro está de luto. Perdemos hoje um grande brasileiro, Eduardo
Campos. Perdemos um grande companheiro.
Neto de
Miguel Arraes, exemplo de democrata para a minha geração, Eduardo foi uma
grande liderança política. Desde jovem, lutou o bom combate da política, como
deputado federal, ministro e governador de Pernambuco, por duas vezes.
Tivemos Eduardo e eu uma longa convivência no governo Lula, nas campanhas de 2006, 2010 e durante o meu governo.
Estivemos juntos, pela última vez, no enterro do nosso querido Ariano Suassuna. Conversamos como amigos. Sempre tivemos claro que nossas eventuais divergências políticas sempre seriam menores que o respeito mútuo característico de nossa convivência.
Foi um pai e marido exemplar. Nesse momento de dor profunda, meus sentimentos estão com Renata, companheira de toda uma vida, e com os seus amados filhos. Estou tristíssima.
Minhas condolências aos familiares de todas as vítimas desta tragédia.
Decretei luto oficial de 3 dias em homenagem à memória de Eduardo Campos. Determinei a suspensão da minha campanha por 3 dias."
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do
Brasil
A esposa de Eduardo Campos, Renata Campos, e os cinco
filhos do casal estão reunidos em Recife, em sua residência.
Como fica a situação para o PSB com a morte de seu
candidato: A coligação (PHS, PRP, PPS, PPL E PSL) encabeçada pelo PSB,
tem o prazo de dez dias para escolher um novo candidato para a disputa
presidencial.
Segundo a Lei 9.504, 30 de setembro de 1997, caput, do artigo 13: É facultado ao
partido ou coligação substituir candidato que for considerado inelegível,
renunciar ou falecer após o termo final do prazo do registro ou, ainda, tiver
seu registro indeferido ou cancelado.
Citando ainda a Lei 9.504/97, parágrafo 1º, do artigo 13, diz o seguinte:
§ 1o
A escolha do substituto far-se-á na forma estabelecida no estatuto do partido a
que pertencer o substituído, e o registro deverá ser requerido até 10 (dez)
dias contados do fato ou da notificação do partido da decisão judicial que deu
origem à substituição.
