Servidores Públicos do Poder Judiciário Federal estão em greve a partir
de hoje, dia 16 de junho, por tempo indeterminado.
A Classe luta pela aprovação do PLC 28/2015 que se encontra em tramitação
no Senado Federal.
Diante da defasagem de vencimentos que, segundo cálculos, pode chegar a
mais de 49%. Mesmo com a forte pressão dos Servidores e Sindicatos de base, PLC
28 não foi votado no plenário do Senado, do último dia 10 de junho.
O esforço da categoria para garantir a aprovação
do projeto foi grande, e, com o apoio de alguns senadores, que defenderam a
votação da matéria. No entanto, a orientação da Liderança do Governo e da
Presidência do Senado é pautar o projeto em plenário somente no dia 30 de junho.
Mesmo com a forte pressão exercida pelos
Servidores e Sindicatos, em Brasília, e com a adesão à greve por tempo
indeterminado em vários estados da federação, o governo federal, mais uma vez,
não atendeu à reivindicação da classe e obstruiu a votação do PLC 28/2015.
Devido à falta de acordo entre a equipe econômica
do Executivo e a Presidência do Poder Judiciário, o PLC foi retirado de pauta,
pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que atendeu a um pedido
feito por telefone pelo ministro da Fazendo, Joaquim Levy.
Ainda segundo informações repassadas pelo diretor
geral do STF, Amarildo Viana, o PLC foi retirado da pauta com o aval do
Supremo, que tinha a intenção de ganhar pelo menos uma semana para negociar o
acordo com o governo federal.
No momento, já há greve no Paraná (o primeiro
estado a deflagrar o movimento), Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Distrito
Federal, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Minas Gerais, Amapá, Tocantins, Ceará, Piauí
e São Paulo. Outros estados aprovaram novas paralisações, com assembleia para
votar o indicativo de greve por tempo indeterminado. Até a próxima semana, a
orientação do Comando Nacional de Greve é que esse quadro de adesões aumente
ainda mais.

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