segunda-feira, 11 de maio de 2015

Comemoram-se na Europa 70 anos do fim do nazismo



No dia 8 de maio último comemorou-se setenta anos de rendição da Alemanha nazista, na Segunda Guerra Mundial.

Na Alemanha, as comemorações dos 70 anos do fim do nazismo foram comemoradas como uma “libertação” tanto para o país quanto para toda a Europa, durante uma cerimônia no Reichstag, sede da câmara baixa do Parlamento.

O fim da Segunda Guerra Mundial foi "para todo o continente um dia de libertação", mas não "um dia em que os alemães conseguiram se libertar sozinhos", declarou o presidente do Bundestag, Norbert Lammert, que agradeceu aqueles que, pagando "o preço de perdas impensáveis, colocaram fim ao reino do terror nazista".

"Hoje, lembramos as milhares de vítimas de um trabalho de destruição sem precedentes, lançado contra outros povos e nações, contra os eslavos, contra os judeus europeus", acrescentou Lammert.
A cerimônia foi acompanhada pela chanceler alemã, Angela Merkel, pelo presidente, Joachim Gauck, e pelos deputados das duas câmaras do Parlamento alemão.
O 70º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial ocupou grande parte da imprensa alemã neste dia 8 de maio.

"O fim, o início", afirmava em sua primeira página o jornal de Munique Süddeutsche Zeitung, que dedicava dez páginas ao acontecimento.

Na Rússia, e celebração ao ‘Dia da Vitória’, comemorado também no dia 8 de maio, marcar a rendição dos alemães na Segunda Guerra Mundial.

De acordo com o Kremlin, a parada militar, do dia 9/5, na capital foi a “maior da história”, com quase 200 peças militares e 143 aviões e helicópteros.

Várias autoridades compareceram a parada comemorativa, entre outros, assistiram à parada o líder chinês, Xi Jinping; o cubano, Raúl Castro, e o venezuelano, Nicolás Maduro, além dos chefes de Estado de Índia, Egito, África do Sul e Vietnã. Líderes ocidentais recusaram o convite do presidente Vladmir Putin para acompanhar a cerimônia na capital.

Putin agradeceu a contribuição da coalizão aliada para a vitória contra a Alemanha nazista, há 70 anos. A vitória “sempre seguirá sendo o ápice heróico da história de nosso país, mas também nos lembramos de nossos aliados na coalizão anti-hitlerista. Agradecemos aos povos de Reino Unido, França e Estados Unidos sua contribuição para a vitória”, disse, ao discursar durante na Praça Vermelha.

O presidente russo também defendeu a criação de um sistema de segurança livre de blocos militares, em referência clara à Otan. “Nossa tarefa comum deve ser a criação de um sistema de segurança igualitário para todos os Estados. Um sistema adequado às ameaças atuais, construído sobre a base dos princípios regionais, globais e não alinhados”, disse Putin.

Diante de convidados e veteranos da guerra que assistem ao desfile, Putin, afirmou que a “aventura hitlerista foi uma lição horrível para toda a comunidade internacional”. “Agora, 70 anos depois, a história de novo apela a nossa razão e nossa vigilância. Não devemos esquecer que a ideia de supremacia racial e exclusividade levou a mais sangrenta das guerras”, acrescentou.

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